Já li — Todos devemos ser feministas

PORQUE LI?

Porque vi, ouvi e partilhei várias vezes esta palestra da autora na conferência TEDxEuston em 2012, porque me identifiquei com cada palavra proferida e porque quis ter o texto sempre à mão, para poder lê-lo e relê-lo — um exercício completamente diferente — e manter a sua mensagem viva no meu espírito. Estava na minha lista de compras desde que foi adaptado ao formato livro.

O QUE ACHEI?

 “A questão do género é importante em todo o mundo, é importante que comecemos a sonhar e a planear um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos de criar as nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos de criar os nossos filhos de uma maneira diferente.” Pág. 27

Um texto curto, factual, objetivo, lúcido, sereno, elegante e extremamente simples de ler, escrito por uma mulher inteligente, capaz de expressar o seu amor pela humanidade ao mesmo tempo que retrata as desigualdades perpetuadas com apurado sentido crítico e um tom sarcástico que nos faz sorrir.

O que mais me agrada neste texto — escrito pensando sobretudo na realidade africana e nigeriana em particular, mas universalizável — é a sua absoluta falta de radicalismos. Tudo o que Chimamanda escreve está imbuído de uma profunda sageza e equanimidade e o que pede a todos os homens e mulheres deste mundo é tão óbvio, tão natural e tão justo que custa aceitar que grande parte da humanidade continue a não querer pensar sobre este assunto e a persistir em atitudes e comportamentos discriminatórios.

A igualdade social, política e económica entre sexos em todo o mundo é, ainda uma miragem. Nalgumas partes do globo ­— nos países ocidentais ricos do hemisfério norte, por exemplo — já percorremos um longo caminho e muito foi conquistado. Mas não nos deixemos iludir por aqueles e aquelas que acham que o assunto está encerrado e que o feminismo é uma doutrina ultrapassada. Quando damos as coisas por adquiridas e deixamos de estar alerta é quando corremos o risco sério de começar a regredir. Tudo está nas nossas mãos. Sempre.

Todos Devemos Ser Feministas” é um pequeno-grande livro (tão só 48 páginas em formato livro de bolso) que deveria ser lido por toda a gente — em casa, na escola, no trabalho.

“A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se a humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos de mudar a nossa cultura.” (Pág. 47)

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