Já reli — O Principezinho

PORQUE RELI?

Tinha acabado de ler “Seis Suspeitos” quando precisei de ir à polícia apresentar uma queixa (a vida é tão irónica que, por essa altura, colocou também um/a suspeito/a na minha vida…). Sabia que a espera ia ser longa. Decidi levar “O Principezinho” para me fazer companhia, já que havia algum tempo que me apetecia relê-lo. Li-o quase todo sentada num banco da esquadra, porque esperei mais de duas horas para ser atendida.

 O QUE ACHEI?

Entre as leituras feitas no tempo da escola e as leituras posteriores deste meu exemplar, perdi a conta às vezes que li o livro de Saint-Exupéry. Continuo a achá-lo triste, profundamente melancólico, mas com uma mensagem lúcida e valiosa acerca da ridiculez dos adultos aos olhos das crianças e também aos olhos dos adultos que têm a coragem de olhar honestamente para aquilo em que se transformaram.

Desta vez, a parte do texto que mais me tocou não foi a fala da Raposa quando diz que “só se vê bem com o coração” porque “o essencial é invisível aos olhos”, ou o momento em que o Rei explica ao Principezinho que “é bem mais difícil julgar-se a si próprio do que julgar outrem”. Desta vez foi a Rosa que pareceu falar comigo ao afirmar “se tiver de suportar duas ou três lagartas, para chegar a conhecer as borboletas, não faz mal”. Esta foi a parte do texto em que tive de fechar o livro e parar para reflectir. Acho que ultimamente me tem faltado a paciência para as lagartas desta vida. Talvez ande por aí a fazer figuras ridículas.

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