Já li – O Prazer de Viver

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PORQUE LI?

“O Prazer de Viver” estava na minha lista de compras desde que foi lançado no mercado português, isto é, há seis anos. Achei piada ao título, à capa e à sinopse onde se menciona que a autora defende que, para sermos felizes, devemos fazer por dia quatro coisas que nos proporcionem prazer. Há umas semanas apanhei uma promoção e decidi, por fim, comprar “O Prazer de Viver” com 30% de desconto.

O QUE ACHEI?

Este é um daqueles casos em que a sinopse do editor não faz jus ao espírito nem ao conteúdo do livro, que é riquíssimo. Posso, portanto, garantir-vos que o que me chegou às mãos saiu-me muito melhor que a encomenda e superou as minhas expectativas, já de si elevadas.

Algo que a sinopse não diz, por exemplo, é que “O Prazer de Viver” é, antes de mais, uma espécie de autobiografia que nos permite acompanhar o percurso pessoal e profissional fascinante de uma mulher invulgar. Francesa com uma costela russa pelo lado da mãe, a sua vida decorreu em lugares tão diferentes como a França (onde fez parte da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial), a Suíça, os Estados Unidos da América ou o Reino Unido. Foi nestes países que estudou, fez vários doutoramentos, leccionou em universidades, trabalhou como psicoterapeuta, psicodramatista e investigadora tendo dedicado grande parte da carreira à Psicologia Transgeracional e ao fenómeno do “cancro em cascata”, numa abordagem às transmissões invisíveis.

Mas o que mais me fascinou neste livro, foi a naturalidade com que Anne Ancelin Schutzenberger aceitou o papel que a serendipidade teve na sua vida. Manteve-se sempre atenta aos sinais e abraçou todos os acontecimentos favoráveis que se produziram de maneira fortuita. E assim, de feliz acaso em feliz acaso, foi traçando um percurso próspero, mas não isento de episódios duríssimos.

Considero “O Prazer de Viver” um livro inspirador e muitíssimo informativo que passarei a recomendar.

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