Sydney – Sophie, que também é viajante

 
Não percebo patavina de botânica, mas adoro plantas. Embeveço-me com o porte das árvores, espanto-me com a complexidade de certas flores ou a simplicidade de outras e concluo sempre que a natureza produz seres belíssimos. Orgulho-me das poucas plantas que possuo e tratar delas é um dos meus maiores prazeres. Vê-las crescer saudáveis e florir com a passagem das estações é um motivo de alegria. Notá-las menos viçosas deixa-me triste. E deixá-las bem entregues foi uma das minhas grandes preocupações antes de partir de viagem. São plantas-animais-de-estimação. Este meu interesse leva-me a não perder a oportunidade de visitar os jardins botânicos que surgem no meu caminho. Foi o que aconteceu, primeiro, no Rio de Janeiro e umas semanas depois, noutro continente, em Sydney. Com uma diferença: o do Rio obrigada a pagar a entrada e o de Sydney é de acesso livre. O Royal Botanic Garden que visitei é o mais central dos três jardins botânicos que existem naquela cidade australiana. Fundado em 1816, ocupa 30 hectares e faz fronteira com os dois ícones de Sydney: o edifício da ópera e o porto. E foi na descida para o porto, já com as suas águas calmas bem visíveis, que reparei na Sophie a ler sob a extensa copa de uma árvore cujo nome não vos sei dizer (embora estivesse identificada), porque me esqueci completamente de apontá-lo algures… A Sophie, que é britânica, foi mais uma das viajantes que tive a sorte de conhecer. Estava a viver havia um ano em Sydney, mas antes disso tinha passado uma boa temporada no sudeste asiático. Em breve seguiria para a Índia de onde deveria voltar a casa apenas por uns dias. É que estava nos seus planos partir para a América do Sul e ir também visitar o Canadá. Uma vez que estudou Literatura Inglesa na Faculdade, a Sophie diz que lê muito e aponta Khaled Housseini como um dos seus autores preferidos. “Mistery“, de Peter Straub, foi o livro com que a fotografei, um policial passado numa pequena ilha das Caraíbas. “Foi-me oferecido pela minha irmã, que o leu e o recomendou. Avisou-me que iria demorar a entrar na história, mas que quando isso acontecesse iria gostar muito“. E assim foi. A Sophie explicou-me que já tinha lido cem páginas e que a história tinha sido algo lenta até esse ponto. “Só agora começa a cativar-me“, disse.
Mais fotos da Sophie e do Royal Botanic Garden de Sydney aqui.

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