Baía de Guanabara — Arnaud, em busca da felicidade

 

No ferry que me levou de volta ao Rio de Janeiro depois de ter visitado o Museu de Arte Contemporânea em Niterói, conheci o Arnaud, um jovem arquiteto que estava há dois meses na cidade carioca à procura de trabalho. Para grande surpresa minha o Arnaudt, francês de gema, falava português corretamente graças às aulas que frequentou em Paris. Contou-me que o seu objetivo era ficar mais um mês no Rio e que se não conseguisse encontrar trabalho teria de se resignar e voltar para casa. Percebi que o faria com muita pena, porque no decorrer da nossa conversa me disse que achava extremamente sedutor ter uma oportunidade de trabalho no Brasil. Abordei-o porque o vi a ler, como é claro. O livro que tinha consigo era “Trop intelligent pour être heureux ? L’adulte surdoué“, uma obra onde a autora levanta a hipótese das pessoas com inteligência extrema serem exacerbadamente sensíveis o que acentua uma impressão de inadequação que as impede de ser felizes. Pedi ao Arnaudt que me explicasse o motivo desta leitura, mas respondeu-me que não se sentia muito à vontade para falar sobre o assunto. Não foi por isso que a nossa conversa ficou por aí. Havia tantas outras coisas sobre as quais conversar! E assim fomos, em amena cavaqueira sobre outras coisas que não livros, até atracarmos no Rio de Janeiro.

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