Já li — Viver Sem Plástico

Acordo Fotográfico - Livros, leitores e viagens - Sandra Barão Nobre - Viver Sem Plástico

PORQUE LI

No final de 2017, à semelhança do que tenho feito noutros finais de ano, escrevi à mão uma lista de objetivos que gostaria de atingir em 2018, muitos relacionados com um estilo de vida que quero ecologicamente mais sustentável. Um desses objetivos foi erradicar o plástico descartável das minhas compras, da minha casa, enfim, da minha vida. Comecei a partilhar a experiência nas redes sociais sob o lema #MenosPlástico2018 e a Editora Objectiva andou com a minha demanda debaixo de olho. Quando publicaram “Viver Sem Plástico” em Portugal, fizeram a gentileza de me oferecer um exemplar.

O QUE ACHEI

As ferramentas proporcionadas por este livro vão além de um mero processo de desplastificação permitindo-lhe usar o seu poder como cidadão, como leitor, como consumidor e como membro da sua comunidade. Não é nada complicado nem radical tomarmos as rédeas e exigirmos mudanças. O senso comum e uma história autêntica sobre a razão de ser das suas preocupações vão levá-lo longe na sua tentativa de ajudar os outros a entenderem a necessidade de prescindirmos do plástico.

Já tinha lido muito online e já tinha visto muitos vídeos com dicas sobre como viver sem plástico, mas ainda não tinha partido para a ação. Quando decidi fazê-lo, tive de procurar ainda mais informação e investi muitas horas nisso, sobretudo em busca de receitas para fazer detergentes caseiros, de receitas com alimentos que não estava habituada a consumir, mas que entraram para minha dieta porque passei a comprá-los a granel e de fornecedores ou comerciantes que vendessem certos produtos que não fossem fabricados com plástico ou embalados em plástico. Consultei, por isso, centenas de sites e blogues e participei em discussões de grupos nas redes sociais, onde gente que almeja uma vida com zero desperdício partilha generosamente as suas dicas.

Não é uma tarefa fácil! Recusar plástico descartável diariamente implica repensar cada compra, mudar a dieta alimentar, fazer muitas aprendizagens, ser criativo, persistente a ter espírito de sacrifício, porque há muita coisa que pura e simplesmente deixamos de comprar… Mas ao fim de um ano, no que me diz respeito, a diferença vê-se na minha dispensa, onde quase não há plástico, e no lixo não biodegradável que produzo em muito menor quantidade.

Para quem só agora está a ponderar banir o plástico descartável das suas vidas (e devo sublinhar que nunca é demasiado tarde!),  “Viver Sem Plástico” dá uma grande ajuda e é um excelente ponto de partida, porque funciona como um manual que reúne toda a informação de que precisam — a história do plástico, tipos de plástico, estatísticas sobre reciclagem e poluição dos mares, dos rios e dos solos, entrevistas com ativistas, legislação, etc. —  e explica tudo o que podem fazer já para eliminar de forma eficaz o plástico em vossa casa. Aliás, mais de metade do livro é sobre como apenas uma pessoa pode fazer a diferença e nessas páginas encontram-se inúmeras dicas para se prescindir do plástico na casa de banho, no quarto (com destaque para o flagelo da roupa com nylon e poliéster), na cozinha, no trabalho ou nas deslocações diárias.

As últimas páginas de “Viver Sem Plástico” dedicam-se especialmente à erradicação do plástico na comunidade e aí são dadas pistas sobre como levar a cabo certas ações de limpeza de áreas públicas (como praias ou áreas florestais), como concretizar uma campanha de sensibilização para o flagelo do plástico, como escrever cartas e pedir reuniões com certas entidades e como tirar partido dos órgão de comunicação social e das redes sociais, nomeadamente para fazer denúncias.

Faça ouvir a sua voz. Fale com os seus amigos, fale com os responsáveis das lojas que frequenta, fale com os seus colegas e com a imprensa local. O movimento de desplastificação depende da adesão de milhões de pessoas, e o leitor é essencial para a sua construção.

Viver Sem Plástico” destaca-se por ser um livro que apela à ação e tenho a certeza que depois de o lerem serão incapazes de continuar de braços cruzados e de assistir impávidos e serenos à avalanche de plástico descartável que inunda e degrada o Planeta.

Um livro indicado para quem se preocupa com as questões ambientais, acredita que basta uma pessoa para começar a mudar o estado das coisas e quer deixar aos seus filhos e netos um Planeta habitável, e também para aqueles que negam ou ignoram que o plástico descartável seja um problema.

 

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