Ana Maria, num dia de reflexão

Ana Maria, Sandra Barão Nobre, Acordo Fotografico

Conheci a Ana Maria na Rua das Sobreiras, no Porto, onde um largo e longo passeio acompanha o rio Douro, que corre ao encontro do oceano. Eu ia em sentido contrário, a caminhar em direcção ao Fluvial e à Ponte da Arrábida.

Gosto de ler e leio quando posso, mas o tempo é escasso”, disse-me a Ana Maria. “Aproveito para ler nas férias de Verão, na praia, em momentos mais relaxantes. Devorei ‘As Cinquenta Sombras de Grey’, um daqueles romances apaixonantes. Em certa medida, ajudou-me a tirar teias de aranha que tinha na cabeça, o que revolucionou a minha maneira de ser. Mas o meu autor favorito é o Paulo Coelho, porque os seus livros têm sempre uma mensagem subjacente”.

Aquele era um dia menos bom, mas a Ana Maria não quis falar sobre isso. Manteve-se sorridente e contou-me que procurou refúgio num romance intitulado “Estranha Ternura”, da autora canadiana Miriam Toews. “Comprei-o mais para não estar só. Estou muito no início e hoje nada do que leio me fica na cabeça”, constatou.

Não há nada mais biblioterapêutico do que procurar ajuda num livro. É algo que mesmo os que não lêem muito fazem por instinto. Por isso se diz que a Biblioterapia é tão antiga quanto os livros e os leitores. Falei disso à Ana Maria, na esperança de animá-la e deixei-a, depois, entregue ao seu dia de folga e de reflexão.

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