Carolina & Agatha Chistie

 
Julgo que hoje em dia já quase não acontece, mas antigamente era certinho: as páginas dos livros amareleciam com o tempo. É fácil deduzir que tal se devesse a um qualquer processo químico, a algum tipo de oxidação também responsável pelo cheiro ácido que os livros velhos exalam. Mas o que é que acontecia exatamente? Já ouviram falar em lignina? Pois… Eu também não. Até hoje. Esta tal de lignina ou lenhina é, a par da celulose, a principal componente da madeira — cabe-lhe conferir rigidez aos troncos das árvores. E é, também, uma substância que escurece em contacto com a luz e o oxigénio. Atualmente, no processo de produção da pasta de papel, esta matéria é eliminada quase a 100% graças a processos químicos. Mas aposto que o papel escolhido para a edição de “Death Comes as The End“, em 1987, ainda era daqueles que tinha a branca celulose contaminada pela sensível lignina. O livro de miolo amarelo torrado foi requisitado pela Carolina na biblioteca do British Council, onde estuda inglês há quase 12 anos. Está nas vésperas de mais um exame e decidiu fazer como sempre tem feito nesta ocasião: ler um livro em inglês que a ajude a aprimorar o domínio da língua. “Nunca tinha lido nada da Agatha Christie e estou contente por estar a fazê-lo na língua original. Sinto-me muito mais próxima da autora por não haver a interferência de uma tradução. Para além de ler à noite e nas férias, passei a ler no metro desde que entrei para a faculdade. Não tenho um estilo literário preferido, leio de tudo um pouco, mas este é o meu primeiro policial. A não ser que “O Código da Vinci” conte. Mas acho que não… Não gostei d’ “O Código da Vinci”. Parecia que estava a ver um filme. Este livro da Agatha Christie é muito mais poético“, disse-me a Carolina. 
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2 thoughts on “Carolina & Agatha Chistie

  1. Olá Jasmim! Obrigada pelas visitas assíduas. 🙂 Regressei há quase três meses. Mas tenho ainda muitas histórias da viagem por publicar. A semana passada apeteceu-me voltar a fotografar por cá, daí o post com a Carolina a ler no metro de Porto. Sei que não tenho escrito com a regularidade a que vos habituei, mas voltar não tem sido fácil…

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  2. E então já regressou da sua longa viagem?
    Sou visitante assídua do blog, mas não estou nas redes sociais e, talvez por isso, não tenho notícia do seu regresso e “conclusões”.

    Abraço.

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