Fernando, na Praça das Cardosas

 
A cidade do Porto entrou numa espiral de dinamismo e de espírito de iniciativa que espero que continue por muitos e bons anos. Sei que a maior parte do esforço se deve a privados que se desdobram na abertura de espaços comerciais — lojas, bares, restaurantes, cafés, galerias de arte — arriscando tudo o que têm (e o que não têm…), mas há projetos de outra envergadura, aqueles que mexem com a estrutura da cidade, que também são de louvar. Uma delas é a recuperação urbanística das Cardosas. Primeiro o antigo Palácio das Cardososa, cuja fachada fica de frente para a Av. dos Aliados, foi convertido no hotel de luxo Intercontinental. Depois avançou-se com a recuperação do todo o quarteirão e da respetiva praça central a que o palácio também dá nome: Praça das Cardosas. Embora ainda haja um ou outro edifício em obras e pequenos acabamentos a decorrer, esta praça privada de acesso público foi oficialmente inaugurada no passado dia 5 de julho.
 
Há por ali muitos apartamentos à venda e muitos espaços comerciais ainda por ocupar e para ajudar a que este quarteirão rejuvenescido volte a entrar no circuito portuense têm sido organizados na praça pequenos mercados urbanos que atraem muitos visitantes. Ao som de música ambiente, por vezes tocada ao vivo, são muitos os que ali expõem os seus produtos: artesanato, objetos de design, roupa, antiguidades, comida variada e até vinho. Os visitantes são convidados a circular por entre os expositores ou simplesmente a sentar-se um pouco na escadaria ou nos pufs para descansar e ver quem passa. Foi aí que fotografei mais um leitor.
 
Há já algum tempo que o Fernando lê os romances de Dan Brown e foi por causa do ocultismo e teorias da conspiração em que se baseiam as suas histórias que foi levado a ler “Conspiração Octopus“, de Daniel Estulin. Embora estivesse a ler as primeiras páginas do livro, o Fernando soube explicar-me que o romance retrata uma tentativa de instaurar ocultamente um governo único a nível mundial, baseado sobretudo em interesses económicos. Enquanto conversávamos, lembrei-me de lhe perguntar se poderia apontar o livro da sua vida e o Fernando, que admite que só há pouco tempo começou a ler mais, respondeu sem grande hesitação: “Anjos e Demónios (de Dan Brown) foi um livro que me marcou particularmente”.
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