Bianca, os livros e o cinema

 

Ia a caminhar em direção à Praça Carlos Alberto, na baixo da Porto, quando lhe vi o rosto emoldurado por um chapéu branco. Estava sentada na esplanada do Moustache e tinha a cabeça reclinada sobre algo. De onde eu estava não podia ver o que seria, mas pedi em pensamento: “Por favor, que seja um livro!“. E assim foi. À medida que me aproximei da esplanada vi que o meu pedido tinha sido atendido: a Bianca lia, de facto, mas não apenas um livro; lia vários ao mesmo tempo — os “Contos” de Eça de Queirós,  “A Laranja Mecânica“, de Anthony Burgess, e “As Palavras Interditas / Até Amanhã“, de Eugénio de Andrade. Esta estudante de cinema, que está de partida para França para continuar a sua formação académica, afirma ser leitora habitual, dar preferência aos autores portugueses e dedicar-se, também, às obras que já foram adaptadas ao grande ecrã. E sublinha que lê muito mais do que vê filmes, por saber que a maior fonte de inspiração do cinema é a literatura. 

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4 thoughts on “Bianca, os livros e o cinema

  1. Olá Ricardo!
    Julgo que as outras duas imagens foram captdasa mais ou menos do mesmo anglo… Mas logo, em casa, vejo com mais atenção. Se tiver alguma que se veja melhor, aviso.

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  2. Fiquei encantada com esta foto. Ela nos remete diretamente a cenas de livros já lidos e imaginados.
    A mulher do chapéu branco poderia ser alguém em busca de uma grande amor ou então, uma personagem escritora em busca de inspiração.
    A cada dia, as imagens deste blog me inspiram. Parabéns!

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