Helena e a moral da história

 
Uma das coisas boas a que o Acordo Fotográfico me obriga é o aprofundar da minha cultura geral. Volta e meia abordo alguém a ler um autor ou um livro que desconhecia e sou levada a fazer uma pequena investigação para poder escrever o post. Hoje, por exemplo, fui descobrir mais sobre Esopo, o fabulista da antiga Grécia sobre quem se sabe tão pouco que há quem defenda que nunca existiu. De acordo com a informação que chegou até nós, Esopo terá vivido entre os séculos VII e VI a. C, foi escravo, viajou pelo Egito, pela Babilónia e pelo Oriente e terá sido condenado à morte por roubo. Era feio, corcunda, gago, mas muito inteligente. Tinha o dom da palavra e uma grande habilidade para contar histórias simples em que os protagonistas eram animais e nas quais havia sempre ensinamentos profundos. Põe-se a hipótese, por isso, de ter sido o inventor da “moral da história”. A mais antiga coletânea de fábulas atribuída a Esopo data do século IV a. C. e eram esses textos que a Helena estava a reler quando me aproximei para lhe pedir que me deixasse fotografá-la.

A Helena é formada em Filosofia e gosta muito de ler todas as obras que a levem a refletir. Daí apreciar tanto as “Fábulas de Esopo” que, graças à moral que encerram, ensinam lições importantíssimas. E a Helena sublinha que essas lições não se aplicam apenas aos outros. São lições que também a atingem porque, passo a citá-la, “defeitos toda a gente tem. É bom refletir sobre o que temos a mudar em nós. Gostamos de apontar erros nos outros, mas nós também temos de mudar.”
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