Kafka à beira mar de uma praia (quase) deserta

O acesso faz-se por um longo caminho em terra batida, cheio de altos e baixos. Não há qualquer restaurante, bar de apoio, casas de banho ou nadadores salvadores que zelem por nós. A rede móvel é fraca, por vezes inexistente. Não há bandeira azul, claro. Nem se ouvem pregões de vendedores de bolas de Berlim. E o mar, para além de perigoso para gente menos experiente, brinda-nos sempre com uma água bem fria. Estas características, que dissuadem a maioria dos veraneantes (e ainda bem!), fazem com que seja possível encontrar uma praia algarvia completamente deserta às dez horas de uma manhã de sábado em pleno mês de julho. Poderia dizer-vos que é sobretudo por isso que gosto de lá ir, mas estaria a esconder-vos o principal: a beleza avassaladora da paisagem. Tão bela que preferi não ler para poder absorver com todos os sentidos e sem interferências o espetáculo que esta praia maravilhosa tem para nos oferecer. Até porque, em duas semanas de férias, esta foi a única oportunidade que tive de lá ir. 
 
Felizmente a Maurícia não seguiu o meu exemplo e optou por dedicar-se à leitura de “Kafka à Beira Mar“. Este era o seu primeiro Murakami, um autor que um ex-colega de trabalho japonês elogiou muito, convencendo-a a descobri-lo também. E, pelo que me contou, a Maurícia não estava nada arrependida de se ter aventurado pelas quase seiscentas páginas de um romance que definiu como um livro de aventuras, com dois grandes protagonistas que estavam prestes e encontrar-se.  
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