Maria das Dores & Etty Hillesum

 
Contou-me a Maria das Dores que devora livros desde criança. Quando andava na escola, por exemplo, fazia um vistaço porque era frequente antecipar-se às leituras que os professores recomendavam. Na tarde em que a encontrei, esta ex-professora de Português e Inglês estava a ler “Diário 1941-1943“, de Etty Hillesum, uma jovem intelectual judia que morreu em Auschwitz em 1943. Curiosamente, o livro tinha sido ganho no sorteio realizado entre os elementos do grupo da igreja a que a Maria das Dores pertence, por ocasião de uma ida a Fátima. Embora ainda estivesse a ler as primeiras páginas, afirmou estar a gostar e sublinhou que até já se identificava com a autora, que afirmava estar sempre nos braços de Deus. “Eu também estou sempre nos braços de Deus”, disse-me a Maria das Dores. Sorri ao antecipar o prazer que me daria escrever este post imbuído de espírito ecuménico. 
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