No 507: Milaydis & Jorge Volpi

 
Em 2003 a Milaydis, que é cubana, acompanhou o marido até ao Porto, para onde este veio trabalhar, e ambos foram ficando. Hoje, passados dez anos, já se sente também um pouco portuguesa, nacionalidade que acabou por adquirir. Conheci-a numa manhã em que íamos ambas no 507 em direção aos nossos respetivos trabalhos: eu para a livraria e ela para o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto. A Milaydis diz ser uma leitora “semi-habitual porque nem sempre está para aí virada”, mas garante que desde que tenha uma boa história entre mãos — nomeadamente romances históricos —, lê com muito gosto. Embora não possa apontar o livro da sua vida recorda que adorou “A Casa dos Espíritos“, “Cem Anos de Solidão” e “Asteca” e sublinhou que, para si, ler é como “fazer uma viagem muito low cost a outros universos” e que, tal como nas outras viagens, naquelas em que nos deslocamos fisicamente, “ficamos com saudades e com um conhecimento adquirido na primeira pessoa”.   
 
Quando a fotografei, Milaydis lia “En Busca de Klingsor“, na sua edição original, em espanhol, pela Seix Barral, um livro que lhe foi oferecido por um amigo há já alguns anos. Na altura iniciou a leitura, mas não gostou do estilo narrativo, achando que o autor “forçava” a sua forma de escrever. Mais recentemente, à falta de opções nas prateleiras lá de casa, decidiu retomá-lo e embora mantivesse a sua primeira impressão, achava que desta vez ia lê-lo até ao fim, até porque reconhecia que a história era boa.

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