Sandra à descoberta de Sandra

 
Já não me lembro ao certo se a Hora do Conto já tinha acabado ou se ainda estaria por começar. Só sei que na sala de leitura dos mais pequenos, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, o reboliço era muito. Ainda assim, sentada num pequeno banco junto a uma mesa redonda tomada de assalto por papéis e lápis de cor, uma mulher mantinha-se alheia à confusão e desfrutava em paz da leitura de alguns livros. Não pude deixar de me aproximar.
 
A Sandra, que estava na companhia do marido e das três filhas, diz-se “cliente habitual” da biblioteca, um lugar que adora e onde se sente como em casa. Ali escolhe os livros por intuição: olha para eles e mesmo sem lhes tocar sabe que aqueles são os livros indicados para a fase da vida em que se encontra. E porque na altura em que a conheci estava num período de autoconhecimento, os livros que chamaram por si, os “livros certos”, como afirmou, foram: “Cosmos. Ordem. Matriz“, de Maria Flávia de Monsaraz; “A Alma Iluminada“, de Alexandra Solnado e “O Livro da Longevidade“, de Edward Claflin. Espiritualidade, Saúde, Educação e Natureza. Estes eram, portanto, os temas de eleição e os três títulos seriam requisitados para que pudesse estudá-los atentamente. A Sandra acredita que o ser humano é muito mais do que aquilo que aparenta ser, por isso sente a necessidade de partir à descoberta dessas outras dimensões mais profundas. “A ideia”, disse-me, “é estudar-me enquanto um todo ao mesmo tempo que tento aprender cada vez mais sobre as minhas diversas partes”.
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