A Guerra dos Tronos em Pequim

 
Uma das maiores evidências, quando se passa algum tempo na China, é que naquele país trabalha-se muito. Não vou tecer considerações sobre as condições de trabalho, as remunerações auferidas ou a maior ou menor qualidade de vida daí resultante. Fico-me, apenas, por esta constatação e volto a sublinhar: na China trabalha-se muitíssimo! No dia a dia, pelas ruas das cidades que visitei, essa capacidade de trabalho, entre muitas outras coisas, reflete-se no comércio, que é pujante: há milhares de vendedores de rua, mercados cobertos ou a céu aberto, uma panóplia interminável de negócios de restauração, todo o tipo de lojas de comércio tradicional, franchisings de todas as grandes marcas globais (das mais luxuosas às mais corriqueiras) e um sem número de shoppings abarrotados de clientes. Foi num desses shoppings — o Raffles City do bairro de Dongzhimen, em Pequim — que conheci o Eric, um americano que lia o primeiro volume de “A Game of Thrones“. Tinha acabado recentemente de ver a série televisiva e um amigo emprestara-lhe o livro. Por estar ainda muito no início (tinha lido pouco mais de 50 páginas) não me pôde dizer se o livro era ou não superior à série. 
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