He Lei, no Templo do Buda de Jade

 
O Templo do Buda de Jade é o templo mais importante de cidade de Xangai. Fundado em 1822, alberga dois budas de jade branco trazidos da Birmânia. É aqui que os habitantes da cidade, assim como os eventuais turistas chineses, realizam os mais variados rituais, desde cerimónias diárias comuns, cerimónias em honra de familiares falecidos ou cerimónias estipuladas pelo calendário budista. 
 
No dia em que o visitei, o templo tinha sido invadido por uma multidão. O novo ano chinês — ano da Serpente — começara havia menos de uma semana e muitos rituais tinham de ser cumpridos: orar perante as imagens de Buda, ofertar velas em forma de flor de lótus, queimar incenso e resmas de delicados papéis coloridos depois de cuidadosamente preenchidos. O ruído das gentes, o cheiro a incenso, o fumo denso e as cores vibrantes típicas dos templos budistas têm, em almas ocidentais nada habituadas a este género de ambientes, um efeito atordoante.
 
Muito perto da entrada do templo, numa ala logo à esquerda, passei pela porta de uma sala comprida onde, num contraste com a agitação que ia lá fora, reinava o silêncio quase absoluto. Aí, monges sentados atrás de guichés atendiam utentes do templo. Foi nesse “oásis” que vi a He Lei, visivelmente grávida e de rosto sereno, concentrada nas páginas de um livro sobre os primórdios do budismo.
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