Leitura agridoce

 
Numa tarde de Porto de Encontro, vi a Diva entrar na cafetaria do Palácio de Cristal com um livro nos braços. Terminei o meu lanche e fui ter com ela. Quando me aproximei, já estava concentrada na leitura. O romance que a prendia era “A Mancha Humana“, de Philip Roth, um livro que um amigo lhe emprestara no seguimento de uma conversa em que citara este autor. A Diva já tinha lido “Teatro de Sabbath” havia cerca de 10 anos, mas nessa altura a prosa de Roth não a marcou particularmente. Desta vez, no entanto, a leitura de A Mancha Humana” revelou-se uma experiência diferente e embora ainda não tivesse sequer chegado a meio do livro, já podia afirmar convictamente que estava a gostar muito. Considerou a escrita de Roth crua, seca e densa sem ser agressiva, a prosa fantástica sem ser bonita, os personagens muitos bem construídos e a realidade relatada sem floreados, porque a realidade é mesmo assim. Estava a gostar muito, sem dúvida, e no entanto a Diva já sabia que depois de Roth iria precisar de ler algo que a reconciliasse com a vida.
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4 thoughts on “Leitura agridoce

  1. Mais um autor de quem nunca li nada. Vou ter de resolver este assunto em breve. E muito provavelmente será com “A Mancha Humana” que o meu irmão já me recomendou vivamente.

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  2. Gosto muito de Philip Roth, li “Animal moribundo”, “Casei com um comunista”, “Indignação” e “O complexo de Portnoy”. Só não gostei (nada) deste último.

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