Filipe, o "flâneur"

 
Encontrei o Filipe sentado à porta da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, que fica no recinto do Palácio de Cristal, no Porto. Estava a folhear dois livros que tinha acabado de requisitar: “Porto Sem Fim e “Porto, a Arte do Ferro”. Gostaria de ter requisitado um outro sobre os 60 anos do Coliseu do Porto, mas um leitor menos consciencioso levou o livro e nunca mais o devolveu à biblioteca… 
 
O Filipe, que gosta de flanar pela Invicta, procura estes livros para aprofundar o seu conhecimento sobre a cidade e vê-la com outros olhos. Este hobby, como ele o define, levou-o a ler, também, sobre os jardins públicos, que lhe revelaram pormenores fantásticos. Como, por exemplo, a Ginkgo Biloba do Jardim das Virtudes, uma árvore que tem 200 anos. Ou as Araucárias dos jardins do Palácio de Cristal, oriundas da América do Sul, que foram plantadas sem grande esperança que medrassem por causa do clima mais frio, mas que resistem até hoje.
 
Confesso que ignorava por completo a existência destas árvores. E imagino que estes não sejam os únicos (grandes) pormenores acerca do Porto que desconheço. Portanto, hoje pretendo colmatar pelo menos uma destas falhas e vou até ao Jardim das Virtude ver a Ginkgo Biloba. E, se fôr possível, hei-de pousar nela as minhas mãos, porque não é todos os dias que se pode tocar numa árvore bicentenária. 
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